ESCURO (PARTE 2)
A história, sem grandes novidades, se repetiu. Mais uma vez o tempo se encarregou de levar, trazer, matar e fazer viver. Eu pintei as paredes do meu quarto, saí da velha zona de conforto. Sou um amontoado de rascunhos esquecidos na gaveta, mas não mais descontente.
Toda segunda-feira, sobre aquela velha ponte ou da janela do meu quarto, vejo o céu um pouco mais cinza.
É que eu tenho andado sem esperar por muita coisa. Tenho escrito menos. Tenho pensado menos. Na verdade, espero por nada e tudo o que acontece encaro como uma boa conquista.
Eu tenho levado da melhor forma esses dias escuros, de frio. Que são os mesmos dias em que esqueço como completar o vazio.
— Alan Vieira

